CARPE DIEM, 14 de Maio. O Crescimento Que Vem da Dor.
- Luciano Ribeiro
- 14 de mai.
- 1 min de leitura
Nem todo crescimento é confortável.
Muitas vezes, ele nasce justamente daquilo que mais tentamos evitar:
a dor.
Na dependência química, a recuperação exige enfrentar verdades, sustentar frustrações, reconstruir hábitos, lidar com emoções e aprender a viver sem aquilo que, durante muito tempo, parecia ser o único alívio possível.
E isso dói.
Dói abrir mão do que anestesiava.
Dói encarar a própria realidade.
Dói perceber perdas.
Dói mudar rotina, amizades, comportamento e direção.
Muitos dependentes abandonam a recuperação porque não suportam esse processo.Confundem a dor da transformação com a ideia de que estão fracassando.
Mas existe uma diferença importante:
a dor da recuperação não é a mesma dor da destruição.
Uma destrói lentamente.
A outra reconstrói aos poucos.
O problema é que crescer emocionalmente quase nunca parece leve no começo.
Porque amadurecer exige suportar desconfortos que antes eram imediatamente anestesiados.
Só que aquilo que hoje parece pesado pode estar justamente preparando a vida que amanhã fará sentido viver.
Nem toda dor significa que você está no caminho errado.Às vezes, significa apenas que você finalmente parou de fugir.
CarpeDiem:
Hoje, talvez a dor do processo não seja sinal de fracasso, mas sinal de que algo dentro de você finalmente começou a mudar.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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