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CARPE DIEM, 14 de Maio. O Crescimento Que Vem da Dor.

CARPEDIEM 14 DE MAIO

Nem todo crescimento é confortável.

Muitas vezes, ele nasce justamente daquilo que mais tentamos evitar:

a dor.


Na dependência química, a recuperação exige enfrentar verdades, sustentar frustrações, reconstruir hábitos, lidar com emoções e aprender a viver sem aquilo que, durante muito tempo, parecia ser o único alívio possível.

E isso dói.


Dói abrir mão do que anestesiava.

Dói encarar a própria realidade.

Dói perceber perdas.

Dói mudar rotina, amizades, comportamento e direção.


Muitos dependentes abandonam a recuperação porque não suportam esse processo.Confundem a dor da transformação com a ideia de que estão fracassando.

Mas existe uma diferença importante:

a dor da recuperação não é a mesma dor da destruição.


Uma destrói lentamente.

A outra reconstrói aos poucos.


O problema é que crescer emocionalmente quase nunca parece leve no começo.

Porque amadurecer exige suportar desconfortos que antes eram imediatamente anestesiados.


Só que aquilo que hoje parece pesado pode estar justamente preparando a vida que amanhã fará sentido viver.

Nem toda dor significa que você está no caminho errado.Às vezes, significa apenas que você finalmente parou de fugir.


CarpeDiem:

Hoje, talvez a dor do processo não seja sinal de fracasso, mas sinal de que algo dentro de você finalmente começou a mudar.


Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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