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CARPEDIEM, 02 de junho. A Vida Vai Endurecendo Quem Nunca Para Para Sentir.

CARPEDIEM 2 DE JUNHO

Existe uma diferença entre ficar forte

e ficar endurecido.


Muita gente passa tanto tempo sobrevivendo emocionalmente que começa a perder a capacidade de sentir as próprias emoções com profundidade.


Tudo vira defesa.

Ironia.

Distância.

Frieza.

Controle.


Na dependência química isso acontece muito.

A pessoa vive tantos excessos,

perdas,

frustrações e dores que, em algum momento, endurecer parece a única forma de continuar funcionando.


O problema é que aquilo que protege também afasta.

Afasta vínculos.

Afasta sensibilidade.

Afasta a capacidade de se conectar consigo mesmo e com os outros de forma verdadeira.


E aos poucos a pessoa percebe que já não sabe mais se está forte…ou apenas emocionalmente fechada.


Recuperação também é reaprender a sentir sem precisar se defender o tempo inteiro.

Voltar a acessar vulnerabilidade sem enxergar isso como fraqueza.


Porque o ser humano não foi feito apenas para suportar a vida.Foi feito também para senti-la.

E talvez uma das partes mais difíceis da cura seja justamente essa:voltar a abrir partes suas que ficaram endurecidas pelo excesso de dor.


CarpeDiem:Hoje, talvez o que você chama de força seja apenas uma forma de não precisar mais sentir, e isso também merece ser olhado com cuidado.



Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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