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CARPEDIEM 10 de Junho, A Abstinência Não é Apenas Falta da Droga.

CARPEDIEM 10 DE JUNHO

Muita gente acredita que abstinência é apenas vontade de usar.

Mas quem vive o processo sabe que é muito mais profundo do que isso.


A abstinência mexe com o corpo.

Com a mente.

Com as emoções.

Com a forma de perceber a vida.


Na dependência química, durante muito tempo a droga funcionou como reguladora emocional.

Ela desligava ansiedade, acelerava prazer, anestesiava dores ou criava sensação temporária de alívio.

E quando ela sai, tudo aquilo que antes era interrompido começa a aparecer novamente.

O corpo estranha.

A mente fica inquieta.

O vazio aumenta.

As emoções parecem intensas demais.


E é justamente nesse momento que muita gente acredita que não vai suportar.

Mas existe algo importante sobre a abstinência:

ela não é permanente.


O cérebro está tentando reaprender a funcionar sem aquilo que durante muito tempo alterou artificialmente sua forma de sentir e reagir.


Por isso, atravessar a abstinência exige paciência, suporte e principalmente compreensão do que está acontecendo internamente.


Nem todo desconforto significa que você precisa voltar para a droga.Muitas vezes significa apenas que seu corpo e sua mente estão tentando se reorganizar.


E talvez uma das partes mais importantes da recuperação seja justamente essa:

aprender a permanecer no processo sem acreditar que o sofrimento daquele momento será eterno.


Porque passa.Mesmo quando parece impossível naquele instante.


CarpeDiem:Hoje, se a abstinência estiver difícil, lembre-se: o desconforto do processo não é sinal de fracasso muitas vezes é apenas o seu corpo reaprendendo lentamente a viver sem a droga.


Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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