CARPEDIEM 11 de fevereiro. Quando Eu Me Comparo com Quem Já Chegou.
- Luciano Ribeiro
- 11 de fev.
- 1 min de leitura
Quem se compara não se aceita. Todo dependente quimico ja ouviu isso dentro de clinica. Comparar-se é quase automático.Olhar para quem já está estável, reconstruído, reconhecido e medir a própria vida por esse padrão.Quando a régua é o outro, o resultado quase sempre parece insuficiente.E o que deveria ser inspiração vira cobrança silenciosa.
Na dependência química, essa comparação pesa ainda mais.Ver alguém com anos de sobriedade, família reorganizada, carreira retomada.Enquanto isso, a própria caminhada ainda é recente, frágil, cheia de ajustes.A sensação é de estar sempre atrás.
Mas cada história tem um ponto de partida diferente.Alguns precisaram sobreviver antes de avançar.Alguns reconstruíram antes de prosperar.O ritmo de cada um carrega batalhas que nem sempre são visíveis.
Medir o próprio tempo pelo passo dos outros distorce o processo.A recuperação não é corrida com linha de chegada compartilhada.É caminho pessoal, feito no próprio compasso.E amadurecer também é aprender a parar de competir com trajetórias que não são as suas.
CarpeDiem:Hoje, eu respeito meu tempo, porque chegar em mim mesmo vale mais do que chegar antes de alguém.



Comentários