CARPEDIEM, 13 de Março. Coragem Silenciosa
- Luciano Ribeiro
- 13 de mar.
- 1 min de leitura
Coragem nem sempre aparece como grandes atos ou decisões dramáticas. Muitas vezes ela surge em silêncio, em pequenos movimentos internos que quase ninguém vê. Coragem é continuar, mesmo quando o caminho parece simples demais ou lento demais. É permanecer presente na própria vida.
Dentro da dependência, a ideia de coragem costuma ficar distorcida. Parece que coragem seria aguentar tudo sozinho, esconder a dor ou provar força o tempo todo. Mas essa lógica aprisiona, porque transforma sofrimento em obrigação silenciosa.
O conflito aparece quando a pessoa percebe que sustentar essa armadura cansa. Fingir que está tudo sob controle cobra um preço alto por dentro. Aos poucos, surge a pergunta que muda tudo: será que coragem não é justamente parar de lutar sozinho?
Na recuperação, a coragem ganha outro sentido. Ela aparece quando alguém aceita ajuda, fala o que sente, admite limites e escolhe caminhar um dia de cada vez. Não é uma coragem barulhenta. É uma coragem que constrói vida.
CARPEDIEM: Hoje, pratique a coragem que transforma, a de ser verdadeiro consigo mesmo.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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