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Carpediem, 19 de setembro, Resgatando nossa essência.

há 4 dias
2 min de leitura
CARPEDIEM 19 DE SETEMBRO

“Quando a ferida vira cicatriz, o amor permanece.”


Existem experiências que deixam marcas.

Perdas.

Rupturas.

Recaídas.

Escolhas das quais nos arrependemos.

Pessoas que já não caminham conosco.


Algumas dessas experiências podem nos modificar profundamente.

Mas elas não precisam se transformar na definição de quem somos.


Com o tempo, aquilo que era uma ferida aberta pode começar a se tornar cicatriz.

A lembrança permanece. Às vezes ainda dói. Mas já não ocupa o mesmo lugar.

E talvez parte da recuperação seja justamente descobrir aquilo que permaneceu em nós depois de tudo.

Nossos valores.N

ossa capacidade de amar.

De cuidar.

De acreditar.

De reconstruir.


Existe um amor que não precisa possuir para continuar existindo.


Um amor que consegue respeitar distância, silêncio e até despedidas.

Que pode desejar o bem mesmo quando os caminhos já não são os mesmos.


E existe também o amor que precisamos reaprender a direcionar para nós mesmos.

Não para apagar responsabilidades ou negar aquilo que aconteceu, mas para compreender que nenhum erro precisa nos condenar a abandonar quem ainda podemos nos tornar.


Talvez resgatar nossa essência seja isso:

retirar, pouco a pouco, as camadas de culpa, dor e adicção que fizeram parecer que éramos apenas aquilo que nos aconteceu.

E reencontrar, por baixo delas, aquilo que ainda existe de verdadeiro em nós.


CarpeDiem:

Hoje, olhe além das suas cicatrizes. Você carrega aquilo que viveu, mas não é apenas aquilo que viveu. Há partes de você que atravessaram a dor e ainda são capazes de amar, construir e recomeçar.



Por Luciano Ribeiro Terapeuta em Dependência Química | Estudante de Psicanálise


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