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Carpediem, 19 de setembro, Resgatando nossa essência.

“Quando a ferida vira cicatriz, o amor permanece.”

A vida não nos poupa das quedas, das perdas, das rupturas que nos despedaçam. Algumas feridas são tão profundas que parecem insuportáveis — como a ausência de alguém que amamos, uma recaída, uma escolha que destrói tudo o que parecia certo.


Mas com o tempo — e com amor, perdão e auto-perdão — as feridas cicatrizam. A dor não desaparece como mágica, mas ela muda de forma. A ferida inflamada vira cicatriz. E cicatriz, embora não doa mais, carrega história. É sinal de que algo nos atravessou, mas não nos matou. É sinal de que sobrevivemos.


Hoje, não falo de um amor romântico idealizado, mas de um amor mais alto: o amor Logos — aquele que permanece mesmo quando tudo muda. Aquele que, mesmo sem toque, sem presença, ainda deseja o bem, a cura, a luz. O amor que respeita o tempo e o silêncio, que não se desespera, mas observa com fé.


Carpediem: Esse amor edifica. Ele constrói o novo “eu”.

e permanece a nossa essência — aquela parte de nós que nunca deixou de amar com verdade.


Por Luciano Ribeiro — Terapeuta em Dependência Química | Estudante de Psicanálise


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