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Carpediem, 20 de setembro, Rendição: o fim da guerra.


Muitas vezes pensamos que se render é desistir, mas na verdade, a rendição é um dos atos mais profundos de coragem. Na recuperação, render-se significa parar de lutar contra nós mesmos e aceitar a verdade da nossa condição. Enquanto resistimos, alimentamos uma guerra interior que nos desgasta; quando nos rendemos, essa guerra chega ao fim.


Carpe diem, aqui, é compreender que a rendição não nos enfraquece, mas nos fortalece. É a entrega que nos abre ao cuidado, ao acolhimento e à possibilidade de sermos transformados. Rendição é soltar o controle ilusório e confiar em algo maior que pode nos sustentar onde nossas forças falham.


Na perspectiva psicanalítica, a rendição é o ponto em que deixamos de nos defender do que somos. É o instante em que paramos de fugir da nossa própria falta e aceitamos que não precisamos preencher tudo sozinhos. Nesse espaço, surge a chance de reorganizar nossa vida com mais verdade e menos máscaras.


Carpediem: Um dia de cada vez, a rendição nos mostra que não se trata de perder, mas de vencer a luta mais importante: a batalha contra nós mesmos. Quem se rende encontra paz, e essa paz é a base sólida para continuar vivendo limpo.


Por Luciano Ribeiro — Terapeuta em Dependência Química | Estudante de Psicanálise


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