CARPEDIEM, 28 de fevereiro. O Orgulho Que Impede o Pedido de Ajuda.
- Luciano Ribeiro
- 28 de fev.
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Nem sempre o risco está na fissura.
Às vezes está na frase silenciosa:
“Eu dou conta sozinho.”
O orgulho pode se disfarçar de força.
De independência.
De maturidade.
Mas, na dependência química, ele muitas vezes se transforma em isolamento.
Pedir ajuda exige admitir limite.
E admitir limite confronta a imagem que a pessoa construiu de si mesma.
Principalmente quando já prometeu que estava melhor, que estava firme, que agora seria diferente.
Voltar atrás parece fracasso.
O problema é que o vício cresce no silêncio.
Quando a luta fica interna demais, ela perde apoio.
E o que poderia ser prevenido vira crise.
Recuperação não é provar que não precisa de ninguém.
É reconhecer que apoio faz parte da estrutura.
Humildade não enfraquece, protege.
Orgulho preserva aparência.
Mas pedir ajuda preserva a vida.
CarpeDiem:
Hoje, reconhecer que preciso de apoio pode ser o ato mais forte que eu posso fazer.

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