CARPEDIEM, 03 de fevereiro. As Partes de Mim que Ainda Vivem no Passado.
- Luciano Ribeiro
- 3 de fev.
- 1 min de leitura
Às vezes eu reajo ao presente como se ele fosse o passado.Uma palavra, um olhar, um silêncio e algo antigo se acende por dentro.O corpo se arma, a mente se defende, o coração se fecha.Não é só sobre o que está acontecendo agora, é sobre o que já aconteceu antes.
Existem partes de mim que ficaram presas em outros tempos. Momentos em que aprendi a me proteger, a desconfiar, a fugir ou a me calar.Essas partes não sabem que a vida seguiu.Elas continuam tentando me salvar de perigos que já não estão mais aqui.
Na recuperação, olhar para isso exige cuidado. Não é brigar com o passado, nem tentar apagá-lo.É reconhecer que algumas reações não pertencem a este momento.E que hoje eu posso escolher responder de um jeito diferente.
Quando eu percebo de onde vem o que sinto, algo se desloca por dentro. Eu deixo de ser só a reação e começo a ser a presença.O passado ganha um lugar na história, não no comando da minha vida.E, pouco a pouco, o presente começa a ficar mais livre.
CarpeDiem: Hoje, eu escuto as partes de mim que ainda vivem no passado para que elas possam, aos poucos, aprender que eu já estou aqui.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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