CARPEDIEM, 09 de Março - A Fuga Disfarçada
- Luciano Ribeiro
- 9 de mar.
- 1 min de leitura
Nem toda fuga parece fuga. Muitas vezes ela se apresenta como descanso, distração ou até merecimento. A mente humana tem uma enorme capacidade de criar caminhos para evitar aquilo que dói, incomoda ou exige mudança. E quanto mais sofisticada é essa fuga, mais difícil fica percebê-la.
Na dependência química, essa dinâmica aparece quando o uso deixa de ser apenas prazer e passa a funcionar como anestesia emocional. A substância vira uma forma rápida de escapar de conflitos internos, frustrações ou sentimentos que parecem difíceis demais de enfrentar. Aos poucos, fugir passa a parecer a única saída possível.
O problema é que aquilo de que fugimos não desaparece. Pelo contrário, continua existindo dentro de nós, aguardando ser reconhecido. Quanto mais a pessoa corre, mais cansada fica, e mais distante se sente de si mesma. A vida começa a girar em torno de evitar dores que, na verdade, pedem elaboração.
Na recuperação, algo muda quando a pessoa percebe que enfrentar não significa ser esmagado pelo problema. Significa parar de correr. Aos poucos, ela aprende que pode suportar emoções, conflitos e limites sem precisar se esconder. É nesse momento que a fuga perde força e a liberdade começa a nascer.
CARPEDIEM: Hoje, observe com coragem onde você tem fugido e escolha dar um pequeno passo em direção à verdade.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
Baixe o ebook gratuito : Compulsão, quando o sintoma sobrevive a abstinência.
Faça parte do meu grupo de WhatsApp gratuito.

Comentários