CARPEDIEM, 12 de Março, A Verdade Que Liberta
- Luciano Ribeiro
- 12 de mar.
- 1 min de leitura
Existe um momento em que a pessoa começa a perceber que fugir da verdade tem um preço alto. Não é apenas sobre mentir para os outros, mas sobre esconder de si mesmo aquilo que já sabe no fundo do coração. A verdade interna, quando ignorada por muito tempo, vai se transformando em peso, ansiedade e confusão.
Na dependência, esse afastamento da verdade acontece de forma silenciosa. A mente cria justificativas, minimiza consequências e constrói histórias que tornam o uso aceitável. Aos poucos, a pessoa passa a acreditar nessas narrativas, mesmo quando a realidade já mostra perdas, desgaste emocional e sofrimento ao redor.
Dentro do dependente surge então um conflito profundo. Uma parte ainda quer sustentar a ilusão de controle, enquanto outra já percebe que algo saiu do rumo. Esse choque interno gera culpa, vergonha e medo. O mais difícil não é apenas parar de usar, mas encarar honestamente aquilo que foi evitado por tanto tempo.
Na recuperação, a verdade deixa de ser uma ameaça e passa a ser uma libertação. Quando a pessoa aceita olhar para si com mais honestidade, ela começa a reconstruir sua relação com a própria história. Assumir responsabilidade não significa se condenar, mas recuperar a dignidade de quem decide viver de forma diferente.
CARPEDIEM: Hoje, escolha a coragem de encarar uma verdade que você vinha evitando, é aí que começa a liberdade.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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