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CARPEDIEM, 17 de Março. O Cérebro Ainda Está Aprendendo a Viver Sem Droga

CARPEDIEM 17 DE MARÇO

Quando alguém para de usar, a mudança não acontece só na rotina.O cérebro também precisa se reorganizar.Durante o uso, ele se acostumou a receber estímulos intensos e imediatos.Sem a droga, tudo parece mais lento, menos interessante, menos prazeroso.


Isso não significa que a vida perdeu o valor.Significa que o cérebro ainda não reaprendeu a sentir prazer de forma natural.Atividades simples podem parecer sem graça no início.A motivação diminui, o entusiasmo não aparece como antes.


Esse processo é esperado.O sistema de recompensa precisa de tempo para se regular novamente. As conexões vão sendo reconstruídas aos poucos.O que hoje parece pouco, com o tempo volta a fazer sentido.


Por isso, é importante não interpretar esse momento como fracasso.Não é falta de vontade.É adaptação.É o cérebro aprendendo um novo jeito de funcionar.

Persistir mesmo sem sentir prazer imediato é parte essencial da recuperação.Porque é isso que permite que o equilíbrio volte.


CarpeDiem:Hoje, continuar mesmo sem sentir tudo ainda é avanço, porque o cérebro também está em processo de recuperação.



Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química.


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