CARPEDIEM, 18 de fevereiro. O Que Fazer Com o Prazer Depois da Droga?
- Luciano Ribeiro
- 17 de fev.
- 1 min de leitura
OUÇA O CARPEDIEM.
Uma das maiores dificuldades da recuperação não é apenas parar de usar.É aprender a lidar com o prazer depois que a droga sai de cena.Durante muito tempo, a intensidade foi artificial, rápida e garantida.Sem ela, tudo pode parecer fraco, sem graça ou insuficiente.
O cérebro acostumado ao excesso demora a reaprender o ritmo natural.Pequenas conquistas não parecem empolgantes.Momentos simples não produzem o mesmo impacto.E surge a sensação de que nada mais é tão bom quanto antes.
Alguns tentam substituir a droga por outras fontes de intensidade.Trabalho em excesso, sexo compulsivo, jogos, adrenalina, conflitos.Não é sobre a substância, é sobre a busca por um pico emocional.A dificuldade não está apenas em parar, mas em tolerar o prazer comum.
Recuperação também envolve educar o prazer.Aprender que satisfação não precisa ser explosiva para ser real.Que estabilidade não é tédio.E que o prazer saudável é construído no tempo, não no impacto.
O desafio não é eliminar o prazer.É transformá-lo em algo que não destrói.
CarpeDiem:Hoje, reaprender a sentir é parte da recuperação, porque o prazer que sustenta é diferente do prazer que consome.
CarpeDiem:Hoje, eu não nego a parte que sabota, eu a reconheço, para que ela não decida por mim.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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