CARPEDIEM, 21 de fevereiro. A Estação em Que Eu Parei
- Luciano Ribeiro
- 21 de fev.
- 1 min de leitura
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A vida se parece com um metrô.Existe um destino, mas o trajeto é feito de estações.Algumas são rápidas.Outras nos fazem descer e permanecer por mais tempo.
Nem toda parada é o fim da linha.
Às vezes, é apenas um lugar onde algo nos atraiu, nos capturou, nos reteve.A dependência química pode ser uma dessas estações.Um ponto onde a pessoa desceu acreditando que ali encontraria alívio.
No começo, parecia apenas uma parada.Depois virou permanência.A rotina passou a girar em torno daquela plataforma. E o metrô da vida continuava passando, mas a pessoa já não embarcava.
O problema não é ter parado.O problema é acreditar que aquela estação é o destino final.Recuperação é entender que o trajeto continua.Que é possível subir novamente no trem.
Nenhuma estação define toda a viagem.Ela faz parte do percurso, mas não determina o ponto de chegada.
CarpeDiem:Hoje, a dependência pode ter sido uma estação, mas o destino ainda está em movimento.
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