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CARPEDIEM, 30 de janeiro. O Medo de Conviver com a Realidade da Minha História.
Antes de entrar nesse texto, vale fazer uma pequena pausa.
Nem toda leitura é só com os olhos. Algumas pedem que a gente esteja inteiro, por dentro. Esse é um desses casos. Ele toca em lembranças, escolhas e partes da própria história que muitas vezes a gente prefere não visitar.
Leia sem pressa. Se algo apertar, não fuja da sensação. Apenas reconheça. Às vezes, a recuperação começa exatamente no momento em que a gente aceita ficar onde antes só sabia passar rápido.
Luciano Ribeiro
30 de jan.1 min de leitura


Quem é você sem a droga?
Chega um momento na recuperação em que a pergunta deixa de ser sobre a substância e passa a ser sobre o espelho.
Quem olha de volta quando a droga sai de cena?
Sem o efeito, sem a anestesia, sem a identidade que o uso construiu, sobra um rosto que muitas vezes o sujeito não reconhece.
Esse estranhamento dói.
Porque a droga não ocupava apenas o corpo, ela ocupava um lugar na história, nas escolhas, na forma de sentir e existir.
Luciano Ribeiro
7 de jan.3 min de leitura
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