top of page


CARPEDIEM, 13 defevereiro, A Paciência que Eu Preciso Ter com a Minha Própria História
Existe uma cobrança silenciosa para “já ter superado”.
Superado o passado, os erros, as recaídas, as dores.
Como se amadurecer fosse esquecer rápido e seguir sem olhar para trás.
Na dependência química, essa pressa costuma ser ainda maior.
A pessoa quer provar que mudou, quer apagar a versão antiga, quer fechar capítulos antes de realmente entendê-los.
Luciano Ribeiro
13 de fev.1 min de leitura


Identidade e Dependência Química: quem você aprende a ser para sobreviver
Há um momento em que a pessoa se percebe dividida.
Uma parte quer seguir em frente.
Outra continua presa ao lugar onde aprendeu a sobreviver.
Na dependência química, essa divisão não é só entre usar ou não usar.
É entre quem se tenta ser e quem se aprendeu a ser para aguentar a vida.
Luciano Ribeiro
3 de fev.2 min de leitura


Quem é você sem a droga?
Chega um momento na recuperação em que a pergunta deixa de ser sobre a substância e passa a ser sobre o espelho.
Quem olha de volta quando a droga sai de cena?
Sem o efeito, sem a anestesia, sem a identidade que o uso construiu, sobra um rosto que muitas vezes o sujeito não reconhece.
Esse estranhamento dói.
Porque a droga não ocupava apenas o corpo, ela ocupava um lugar na história, nas escolhas, na forma de sentir e existir.
Luciano Ribeiro
7 de jan.3 min de leitura
bottom of page