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CARPEDIEM, 13 defevereiro, A Paciência que Eu Preciso Ter com a Minha Própria História


Existe uma pressa em superar.Superar o passado, os erros, as recaídas, as perdas.Como se amadurecer fosse apagar capítulos e seguir sem olhar para trás.Mas algumas partes da história não pedem esquecimento, pedem elaboração.


Na dependência química, essa pressa costuma ser intensa.A pessoa quer se livrar rapidamente da imagem que construiu, do rótulo, da vergonha.Quer provar que mudou, que está diferente, que já não é mais aquela versão.Só que o que foi vivido não desaparece por decreto.


Ter paciência com a própria história é aceitar que existem sentimentos que ainda precisam ser atravessados.Culpa que precisa ser compreendida, dor que precisa ser sentida, relações que precisam ser reorganizadas.Não é permanecer preso ao passado, mas permitir que ele encontre lugar.Quando isso acontece, o peso diminui sem precisar ser negado.


A recuperação verdadeira não acelera o processo interno.Ela sustenta o tempo necessário para que a mudança seja real.E aprender a respeitar esse ritmo é um gesto de maturidade consigo mesmo.


CarpeDiem:Hoje, eu escolho ter paciência com a minha história, porque é no tempo certo que ela deixa de doer e começa a me fortalecer.



Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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