CARPEDIEM, 14 de fevereiro. A Necessidade de Ser Visto.
- Luciano Ribeiro
- 14 de fev.
- 1 min de leitura
Todo ser humano carrega uma necessidade básica de ser visto.Não apenas observado, mas reconhecido.Ser percebido como alguém que sente, que pensa, que importa.Quando isso falta, algo se desorganiza por dentro.
A ausência de reconhecimento não dói como uma agressão.Dói como invisibilidade.Como se a própria existência não tivesse peso no mundo.E muitas escolhas ao longo da vida nascem dessa tentativa de finalmente ocupar um lugar.
Na dependência química, isso aparece de forma silenciosa.Alguns usam para se sentir mais confiantes, mais interessantes, mais intensos.Outros usam para não sentir a dor de não se perceberem importantes para ninguém.A substância não cria valor, mas produz uma sensação momentânea de presença.
Na recuperação, reaprender a ser visto sem performance é um processo.Não é chamar atenção.É sustentar quem se é, mesmo sem aplauso.É existir sem precisar exagerar para ser notado.
CarpeDiem:Hoje, ser visto começa por reconhecer a própria existência antes de exigir que o mundo a confirme.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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