CARPEDIEM, 01 de fevereiro. Ficar Quando Dá Vontade de Fugir
- Luciano Ribeiro
- 1 de fev.
- 1 min de leitura

Tem dias em que a vontade não é resolver, nem conversar, nem enfrentar.A vontade é sumir. Dormir mais, desligar o celular, sair sem rumo ou voltar para aquilo que anestesia.Fugir parece um alívio rápido para o que aperta por dentro.E, por alguns minutos, até parece que funciona.
Na dependência química, fugir virou um reflexo.Quando algo doía, a saída era escapar da sensação, da conversa, da responsabilidade.O problema é que toda fuga cobra um preço depois.O que não é atravessado não desaparece, só volta mais forte.
Na recuperação, ficar é um aprendizado diário.Ficar na conversa difícil, no silêncio que incomoda, no corpo cansado, na emoção confusa.Não para se forçar a ser forte, mas para descobrir que é possível suportar sem se destruir.A presença vira uma nova forma de cuidado.
Ficar não significa gostar do que está acontecendo.Significa escolher não abandonar a si mesmo no momento mais difícil.Cada vez que eu fico, eu construo um pouco mais de confiança em mim.E essa confiança, com o tempo, vira um lugar seguro para voltar.
CarpeDiem:Hoje, quando dá vontade de fugir, eu escolho ficar, porque permanecer é a forma mais silenciosa de seguir em frente.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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