CARPEDIEM, 03 de Março - Limites que Protegem
- Luciano Ribeiro
- há 4 dias
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Limite não é barreira fria, é cuidado consciente. É o ponto onde eu reconheço até onde posso ir sem me ferir. Quando aprendo a dizer “isso me faz mal”, começo a construir um contorno para minha própria vida. Limites são formas de amor que organizam o caos interno.
Na dependência, os limites se rompem aos poucos. O impulso fala mais alto que o discernimento, e tudo vira urgente. O “só hoje” atravessa qualquer fronteira, e aquilo que antes parecia inaceitável passa a ser tolerado. A doença vive justamente nesse território sem bordas, onde não há freio nem medida.
Dentro desse movimento, nasce um conflito silencioso: uma parte quer parar, outra quer continuar. Cada vez que o limite é ultrapassado, cresce a culpa e diminui a autoestima. O que está em jogo não é apenas o uso, mas o respeito por si mesmo. Sem limites, a pessoa se abandona.
Na recuperação, colocar limites é um ato de maturidade. Significa escolher ambientes, conversas e atitudes que sustentem a nova direção. É aprender a se retirar do que ameaça sua sobriedade. Quando eu assumo meus limites, deixo de ser vítima do impulso e me torno responsável pelo meu caminho.
CARPEDIEM: Hoje, tenha coragem de dizer “não” ao que te destrói e “sim” ao que te preserva.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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