CARPEDIEM, 19 de Fevereiro. A Abstinência Como Separação
- Luciano Ribeiro
- 19 de fev.
- 1 min de leitura
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Parar de usar não é apenas interromper um comportamento.É romper uma relação.Por mais destrutiva que tenha sido, a droga ocupou um lugar constante.Ela esteve presente nos momentos de dor, de fuga, de prazer e de solidão.
A abstinência, nesse sentido, se parece com separação.Existe ausência, existe falta, existe lembrança.Há dias em que o impulso não é apenas químico, é emocional.É a memória de algo que parecia aliviar, mesmo cobrando caro depois.
Como toda separação, há luto.Luto da intensidade, da anestesia, da sensação imediata de potência.Reconhecer isso não é romantizar o uso.É entender que o vínculo existiu e que romper exige atravessar esse processo.
A recuperação amadurece quando a pessoa aceita que separar dói.Mas também entende que permanecer na relação antiga impediria qualquer crescimento.Separar-se é abrir espaço para novas formas de viver, sentir e existir.
CarpeDiem:Hoje, a abstinência não é apenas ausência de droga, é o processo de me separar do que me prendia.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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