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CARPEDIEM FAMÍLIA #12. Limite Não é Abandono.

27 de jun.
1 min de leitura
CARPEDIEM FAMILIA #12

Uma das dores mais profundas das famílias é acreditar que colocar limites significa deixar de amar.


Por isso, muitas vezes, a família continua ajudando mesmo quando está exausta.


Continua resolvendo problemas.

Continua protegendo das consequências.

Continua dizendo "sim" quando gostaria de dizer "não".


Tudo por medo.

Medo de que algo ruim aconteça.

Medo da culpa.

Medo de ser vista como alguém que abandonou quem ama.


Mas existe uma verdade importante:

Limite não é abandono.


Limite é reconhecer que existem responsabilidades que pertencem ao outro.


É compreender que amar alguém não significa viver a vida por essa pessoa.


Amar não é impedir todas as consequências.

Amar não é sustentar indefinidamente comportamentos que produzem sofrimento.

Amar também é permitir que o outro enfrente a realidade de suas escolhas.


Isso não significa deixar de acolher.

Não significa deixar de estar presente.

Significa apenas que o amor deixa de ser guiado pelo medo e passa a ser guiado pela consciência.


Famílias adoecem quando acreditam que precisam salvar alguém a qualquer custo.


Recuperação familiar começa quando cada pessoa volta a ocupar o seu lugar.


Hoje, a reflexão é para você, familiar:

Você tem colocado limites por amor...

ou evitado limites por medo da culpa?

Existe caminho.


E ele começa quando a família compreende que limite não é abandono.

É uma das formas mais difíceis e mais necessárias de amar.



Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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