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Carpediem, 15 de setembro, A jornada do perdão.

15 de set.
1 min de leitura
CARPEDIEM 15 DE SETEMBRO


Existem pesos que continuamos carregando mesmo depois que aquilo que os causou ficou no passado.


Mágoas.

Ressentimentos.

Culpas.

Palavras que ainda ecoam.


Na recuperação, olhar para essas marcas também pode fazer parte do caminho.

Mas perdão não acontece necessariamente quando decidimos que não queremos mais sentir raiva.


Algumas dores precisam primeiro ser reconhecidas, compreendidas e elaboradas.


Perdoar não é esquecer.

Não é dizer que aquilo que aconteceu foi aceitável.

E também não significa necessariamente reconstruir uma relação.


Às vezes, perdão é chegar ao ponto em que aquilo que alguém fez já não ocupa tanto espaço dentro de nós.

Isso também vale para a própria história.


Muitas pessoas em recuperação conseguem compreender os erros dos outros, mas continuam condenando a si mesmas por tudo aquilo que fizeram durante a dependência.

Responsabilizar-se é necessário.

Condenar-se para sempre, não.

O passado precisa produzir consciência, não uma sentença permanente.


CarpeDiem:

Talvez você ainda não consiga perdoar tudo, e não precisa transformar isso em mais uma cobrança. Apenas não deixe de caminhar. O perdão também é uma jornada: às vezes começa quando decidimos que uma dor do passado não continuará determinando o nosso presente.


Por Luciano Ribeiro Terapeuta em Dependência Química | Estudante de Psicanálise


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