CARPEDIEM, 16 de março. O Gatilho Que Eu Ainda Não Percebi
- Luciano Ribeiro
- 16 de mar.
- 1 min de leitura
Nem todo risco aparece de forma evidente.Às vezes o dependente espera sentir uma vontade clara de usar, como se a recaída começasse com um impulso forte e direto.Mas muitas vezes ela começa antes, em algo mais discreto: um gatilho que ainda não foi percebido.
Gatilhos podem ser lugares, pessoas, horários ou situações específicas.Mas também podem ser emoções como frustração, solidão, tédio ou sensação de injustiça.Quando esses estados aparecem, o cérebro começa a associar automaticamente com a antiga forma de alívio.
O problema é que nem sempre a pessoa percebe esse processo acontecendo.Ela só nota quando a vontade já está formada.Por isso a recuperação também envolve aprender a observar o que acontece antes da fissura.
Identificar gatilhos não é viver com medo.É desenvolver consciência sobre os próprios padrões.Quanto mais a pessoa entende o que antecede o impulso, mais espaço ela tem para escolher outro caminho.
Recuperação não acontece apenas no momento da vontade.Ela começa muito antes, na capacidade de reconhecer os sinais que ainda estavam invisíveis.
CarpeDiem:Hoje, prestar atenção ao que acontece antes do impulso pode ser a chave para proteger a própria sobriedade.o que acontece antes do impulso pode ser a chave para proteger a própria sobriedade.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
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