Carpediem, 16 de setembro, Honestidade.
Honestidade não começa quando contamos a verdade para alguém.
Começa quando conseguimos parar de escondê-la de nós mesmos.
Na dependência química, a negação pode assumir muitas formas.
“Eu consigo parar quando quiser.”
“Não está tão ruim assim.”
“Dessa vez vai ser diferente.”
“Só preciso aprender a controlar.”
Nem sempre essas frases são mentiras conscientes.
Muitas vezes são maneiras de tornar suportável uma realidade que ainda é difícil reconhecer.
Por isso, existe uma honestidade fundamental na recuperação:
conseguir olhar para aquilo que está acontecendo sem precisar distorcer, justificar ou diminuir.
Reconhecer uma dificuldade.
Admitir um erro.
Perceber um comportamento antigo reaparecendo.
Pedir ajuda quando sozinho já não está conseguindo.
Isso não diminui ninguém.
Ao contrário, permite que alguma coisa seja feita enquanto ainda existe tempo para escolher diferente.
E, aos poucos, a honestidade também reconstrói confiança.
Primeiro consigo mesmo.
Depois, com aqueles que precisam voltar a acreditar que nossas palavras correspondem às nossas atitudes.
CarpeDiem:
Hoje, faça uma pergunta simples: existe alguma verdade sobre mim ou sobre minha recuperação que estou tentando não enxergar?
A honestidade pode ser desconfortável por alguns instantes. Mas aquilo que conseguimos reconhecer já não precisa continuar escondido conduzindo nossas escolhas.
Por Luciano Ribeiro Terapeuta em Dependência Química | Estudante de Psicanálise
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