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CARPEDIEM FAMÍLIA #8. Quando Amar Começa a Machucar.

17 de jun.
1 min de leitura
CARPEDIEM FAMILIA #8

O amor foi feito para aproximar.

Para acolher.

Para fortalecer.


Mas, dentro de algumas famílias, chega um momento em que amar começa a machucar.

Não porque o amor desapareceu.


Mas porque ele passou a carregar pesos que nunca deveria carregar.

O amor se mistura com medo.


Medo da recaída.

Medo da ligação durante a madrugada.

Medo de uma notícia ruim.

Medo de dizer não.

Medo de perder.


Aos poucos, o familiar passa a viver em estado de tensão constante.


O que antes era cuidado se transforma em preocupação permanente.

O que antes era apoio se transforma em desgaste.

O que antes era amor começa a produzir sofrimento.


E então surge uma confusão muito comum:

A pessoa acredita que quanto mais sofre, mais está amando.


Mas sofrimento não é medida de amor.

Desgaste não é prova de cuidado.


Abandonar a própria vida para tentar salvar alguém também não é amor.


Amor saudável consegue cuidar sem desaparecer.

Consegue apoiar sem controlar.

Consegue permanecer presente sem carregar sozinho aquilo que pertence ao outro.


Quando amar começa a machucar, talvez não seja o amor que esteja errado.


Talvez seja a forma como ele está sendo vivido.

Hoje, a reflexão é para você, familiar:


Quanto do seu sofrimento nasce do amor...


e quanto nasce da tentativa de assumir responsabilidades que não são suas?

Existe caminho.


E ele começa quando o amor deixa de ser um lugar de sacrifício constante e volta a ser um lugar de cuidado, limite e verdade.




Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química


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