CARPEDIEM, 19 de junho. Armadilha da Comparação.
Comparar faz parte da natureza humana.
O problema começa quando a comparação deixa de ser uma fonte de aprendizado e passa a ser uma medida do próprio valor.
Você olha para alguém que está mais avançado e conclui que está atrasado.
Vê uma conquista do outro e passa a enxergar apenas aquilo que ainda não alcançou.
Observa a recuperação de alguém e começa a duvidar da sua própria capacidade.
A comparação costuma ser injusta por um motivo simples:
Você conhece suas dúvidas, seus medos, seus fracassos e suas dificuldades.
Mas conhece apenas uma pequena parte da história da outra pessoa.
Você compara os bastidores da sua vida com a vitrine da vida dos outros.
E quase sempre sai perdendo.
Além disso, quando a comparação se torna excessiva, ela rouba a atenção daquilo que realmente importa: o próprio caminho.
A recuperação não é uma competição.
O crescimento pessoal não é uma corrida.
Cada pessoa carrega uma história diferente, desafios diferentes e tempos diferentes.
Isso não significa que você não possa se inspirar nos outros.
Significa apenas que seu valor não deve depender de estar na frente ou atrás de alguém.
A pergunta mais importante não é:
"Estou melhor do que os outros?"
Mas sim:
"Estou avançando em relação a quem eu era ontem?"
É nesse olhar que o crescimento se torna possível.
CarpeDiem:
Hoje, observe quantas vezes você mede seu valor a partir da vida de outras pessoas.
Talvez a comparação esteja impedindo você de enxergar o quanto já caminhou.
"Quando você olha apenas para o caminho dos outros, corre o risco de perder de vista o seu próprio."
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
TERAPIA ONLINE


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