CARPEDIEM 28 de junho. Aprendendo a Tolerar o Desconforto.
Uma das maiores dificuldades no processo de recuperação é aprender a permanecer diante do desconforto sem buscar alívio imediato.
Durante muito tempo, a substância pode ter funcionado como uma solução rápida para emoções difíceis.
Ansiedade, tristeza, raiva, solidão, frustração ou vazio eram interrompidos, ainda que temporariamente, pelo uso.
Com o tempo, o cérebro aprende algo importante:
"Quando eu me sinto mal, preciso fazer alguma coisa imediatamente para parar de sentir."
O problema é que a vida não pode ser vivida sem desconforto.
Existem dias difíceis.
Existem perdas.
Frustrações.
Conflitos.
Momentos de ansiedade e tristeza.
E a recuperação exige o desenvolvimento de uma nova habilidade: aprender a atravessar essas experiências sem fugir delas.
Isso não significa gostar do sofrimento.
Significa descobrir que é possível sentir emoções difíceis sem ser dominado por elas.
A vontade intensa passa.
A ansiedade diminui.
A tristeza se transforma.
As emoções são passageiras.
Muitas recaídas acontecem não porque a pessoa deseja voltar a usar, mas porque ela acredita que não conseguirá suportar aquilo que está sentindo.
Por isso, uma pergunta importante na recuperação não é apenas:
"Como faço para não sentir isso?"
Mas:
"Como posso atravessar isso sem abandonar a mim mesmo?"
Cada vez que você permanece diante de um desconforto sem recorrer à substância, fortalece uma nova forma de viver.
CarpeDiem:
Existe algum desconforto que você tem tentado evitar ou anestesiar?
Talvez você seja mais capaz de atravessá-lo do que imagina.
"A recuperação não elimina todos os desconfortos da vida. Ela ensina que você pode atravessá-los sem precisar fugir de si mesmo."
Por Luciano Ribeiro Terapeuta Sistêmico e Psicanalítico | Especialista em Dependência Química
TERAPIA ONLINE


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